
Reclassificação do Número de Menores Aprendizes: Um Caso de Sucesso na Redução e Qualificação de Contratações
O cumprimento da cota de Menores Aprendizes é um desafio para muitas empresas, especialmente quando o número exigido pelo Ministério Público parece desproporcional à realidade da companhia e a região em que se encontra. Neste contexto, se faz necessário a reclassificação da base de cálculo gerando resultados positivos tanto para o negócio quanto para os jovens trabalhadores.
O Desafio: Contratações Exigidas vs. Necessárias
Em uma situação específica, uma empresa estava em desconformidade com a legislação e já havia contratado 23 menores aprendizes. No entanto, o Ministério Público demandava um aumento expressivo, elevando esse número para 60. Essa exigência apresentava um grande impacto na estrutura da empresa, quanto a disponibilidade de mão de obra na região, que não havia, tanto em termos de custos, quanto na adequação de postos de trabalho para absorver adequadamente esses jovens.
A Solução: Metodologia Própria e Análise Minuciosa
Diante desse desafio, nossa equipe realizou um estudo detalhado, utilizando uma metodologia própria que envolve análise aprofundada dos cargos e funções, análise dos postos de trabalho e outras variáveis. Nosso objetivo foi identificar o número ideal de aprendizes com base em cada CBO analisado, levando em consideração fatores como:
• Qualificação das atividades;
• Tarefas realizadas nos postos de trabalho;
• Nível de escolaridade;
• Entre outros.
Com essa abordagem, conseguimos diminuir de forma significativa o número exigido. A solução encontrada foi a reclassificação para 11 aprendizes, garantindo que fossem alocados em setores onde realmente pudessem desenvolver habilidades e adquirir conhecimento prático.
Benefícios: Qualificação e Crescimento para os Menores, Eficiência para a Empresa
O sucesso desse trabalho não está apenas na redução dos números, mas na melhora da experiência dos menores aprendizes e na otimização dos recursos da empresa. Ao invés de manter um número elevado de aprendizes, que muitas vezes resultaria em ociosidade ou desajuste entre as funções e as necessidades do jovem, a empresa pode:
• Alocar aprendizes em atividades que realmente contribuem para sua formação profissional;
• Garantir que os menores adquiram conhecimento e desenvolvam habilidades práticas relevantes para sua carreira futura;
• Direcioná-los a áreas com maior potencial de crescimento e aprendizado.
Além disso, a empresa tem maior flexibilidade na distribuição dos aprendizes, evitando problemas de alocação, ociosidade e aumentando a eficiência na gestão de pessoas.
Conclusão
Este caso de sucesso mostra como a reclassificação do número de menores aprendizes, realizada com base em uma análise criteriosa e metodologia correta, pode gerar resultados benéficos para todos os envolvidos. A empresa passa a cumprir a legislação de forma mais eficiente e com melhor alocação de seus recursos, enquanto os aprendizes ganham a oportunidade de aprender em atividades que realmente contribuirão para seu crescimento profissional.